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Paulo VI 263º João Paulo II

João Paulo I


João Paulo I, nascido Albino Luciani (Forno di Canale, 17 de outubro de 1912 – Vaticano, 28 de setembro de 1978) e oriundo de família humilde, foi Papa da Igreja Católica. Governou a Santa Sé durante apenas 33 dias, entre 26 de agosto de 1978 até a data da sua morte. Tornou-se rapidamente conhecido na Cúria Romana pelo apelido de "Papa Sorriso", por sua afabilidade. Foi proclamado Venerável na sessão ordinária da Congregação para a Causa dos Santos no dia 7 de novembro de 2017 sendo a última etapa antes da beatificação. Foi beatificado no dia 4 de setembro de 2022 pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro.

Foi o primeiro Papa desde Clemente V a recusar uma coroação formal, cerimónia não oficialmente abolida, ficando a cargo do eleito escolher como quer iniciar seu pontificado. Contudo, desde então, os papas eleitos têm optado por uma cerimônia de "início do pontificado", com a respectiva entronização e o juramento de fidelidade. Não aceitava ser carregado em uma liteira como os outros papas, por uma questão de humildade. Também foi pioneiro ao adotar um nome papal duplo. Foi, também, o último papa italiano.

Antes de ser Papa, Luciani foi Patriarca de Veneza e não tinha ambição alguma, nunca tendo sonhado em ser papa. Foi o primeiro Papa a nascer no século XX. Seu nome papal duplo foi uma homenagem aos seus dois antecessores, Paulo VI e João XXIII.

O Papa Francisco reconheceu, em 13 de outubro de 2021, um milagre atribuído à sua intercessão, sendo beatificado em 4 de setembro de 2022.


Primeiros anos

Albino Luciani nasceu na província de Belluno, norte da Itália, era o irmão mais velho de Federico (1915-1916), Edoardo (1917-2008) e Antonia (1920-2010). Seu nome de batismo fora uma homenagem a um amigo da família, que morrera numa explosão em uma mina de carvão na Alemanha. De origem humilde, viu seu pai, chamado Giovanni, que era socialista, ser inúmeras vezes forçado a buscar trabalho em outros países, por ocasião da Primeira Guerra Mundial.

Luciani era uma criança inquieta. Em 1922, aos 10 anos, ficou pasmo quando um frade capuchinho veio a sua aldeia para pregar os sermões quaresmais. A partir desse momento decidiu que queria ser padre e foi até seu pai para pedir sua permissão. O pai concordou e disse-lhe: «Espero que, quando te tornares sacerdote, estejas do lado dos trabalhadores, porque o próprio Cristo estaria do lado deles».

Sua mãe, Bertola, católica fervorosa, também incentivou-o a seguir a formação religiosa. Iniciou seus estudos no seminário Minori, em Murano, e os concluiu no Seminário Georgiano em Belluno.Albino Luciani nasceu na província de Belluno, norte da Itália, era o irmão mais velho de Federico (1915-1916), Edoardo (1917-2008) e Antonia (1920-2010). Seu nome de batismo fora uma homenagem a um amigo da família, que morrera numa explosão em uma mina de carvão na Alemanha. De origem humilde, viu seu pai, chamado Giovanni, que era socialista, ser inúmeras vezes forçado a buscar trabalho em outros países, por ocasião da Primeira Guerra Mundial.

Luciani era uma criança inquieta. Em 1922, aos 10 anos, ficou pasmo quando um frade capuchinho veio a sua aldeia para pregar os sermões quaresmais. A partir desse momento decidiu que queria ser padre e foi até seu pai para pedir sua permissão. O pai concordou e disse-lhe: «Espero que, quando te tornares sacerdote, estejas do lado dos trabalhadores, porque o próprio Cristo estaria do lado deles».

Sua mãe, Bertola, católica fervorosa, também incentivou-o a seguir a formação religiosa. Iniciou seus estudos no seminário Minori, em Murano, e os concluiu no Seminário Georgiano em Belluno.


Vida sacerdotal

Ordenado sacerdote em 7 de julho de 1935, Luciani serviu como pároco em sua cidade natal, Forno de Canale, antes de se tornar professor e vice-reitor do seminário de Belluno em 1937. Entre as diferentes disciplinas, ele ensinou teologia dogmática e moral, direito canônico e arte sacra.

Em 1941, Luciani começou a fazer o Doutorado em Teologia Sacra pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Isso exigia a frequência de pelo menos um ano em Roma. No entanto, os superiores do seminário de Belluno queriam que ele continuasse a lecionar durante seus estudos de doutorado. A situação foi resolvida por uma dispensa especial do Papa Pio XII em 27 de março de 1941. Sua tese (The origin of the human soul according to Antonio Rosmini) atacou amplamente a teologia de Rosmini e lhe rendeu o doutorado Magna Cum Laude em 1947.

Em 1947, foi nomeado chanceler do Bispo Girolamo Bortignon, OFM Cap, de Belluno. Em 1954, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Belluno


Episcopado, eleição e pontificado

Embora, segundo consta, não tivesse grande ambições, foi nomeado bispo pelo Papa João XXIII e cardeal pelo Papa Paulo VI, com o título de São Marcos. Esteve presente no Concílio Vaticano II, convocado em 1962 por João XXIII. Albino Luciani era o Patriarca de Veneza quando, com 65 anos, foi eleito Papa, em 26 de agosto de 1978, na terceira votação do conclave que se seguiu à morte do Papa Paulo VI, superando o cardeal considerado "ultraconservador" Giuseppe Siri - favorito ao trono de São Pedro, de acordo com a imprensa - por 99 votos a 11. Segundo conta-se, a princípio, um atônito Luciani teria declinado de aceitar o pontificado, mas fora persuadido do contrário pelo cardeal holandês Johannes Willebrands, que estava sentado a seu lado na Capela Sistina. Para isso, ter-lhe-ia dito: "Coragem. O Senhor dá o fardo, mas também a força para carregá-lo".

Escolheu o nome de João Paulo (Ioannes Paulus, pela grafia em latim) para homenagear seus antecessores, João XXIII e Paulo VI. Morreu na madrugada de 28 de Setembro de 1978, entre 23h30min e 04h30min da manhã, no Palácio Apostólico do Vaticano. Na época do conclave, o cardeal britânico Basil Hume, um de seus eleitores, chamou João Paulo I de "o candidato de Deus". A figura de João Paulo I na Igreja Católica sempre foi a de um papa afável, tendo, por isso, recebido a alcunha de "O Papa Sorriso".

Reza uma lenda que João Paulo I teria feito uma premonição sobre sua morte, ao afirmar a conhecidos que "alguém mais forte que eu, e que merece estar neste lugar, estava sentado à minha frente durante o conclave". Um cardeal presente na ocasião – que preferiu escudar-se no anonimato – confirmou que esse homem era, de fato, o polaco Karol Wojtyla. "Ele virá, porque eu me vou", prosseguiu o "Papa Breve". Wojtyla realmente votara em Luciani naquele conclave e logo depois tornou-se João Paulo II. João Paulo I teria falado ao Bispo John Magee a respeito da sua morte um dia antes dela ocorrer.


Morte

A versão oficial é a de que João Paulo I tinha estado a beber um chá durante a tarde do dia 27 de setembro de 1978. Nessa tarde, quando rezava na capela papal acompanhado pelo seu secretário, o padre irlandês John Magee, João Paulo I teve uma forte dor no peito, mas recusou chamar o médico. Jantou, deitou-se e acabaria por morrer essa noite, tendo sido encontrado morto na manhã seguinte.

Embora João Paulo I tenha sido encontrado morto por uma freira que trabalhava para ele e o acordava havia muitos anos, a versão oficial divulgada pelo Vaticano, contudo, diz que o corpo de João Paulo I teria sido encontrado pelo padre Diego Lorenzi, um de seus secretários, enunciando a morte como "possivelmente associada com infarto do miocárdio". Para alguns, João Paulo I teria sido vítima das terríveis pressões características de seu cargo, e que não as tendo suportado, veio a perecer. A citada freira, após a morte deste, fez voto de silêncio.

Outra hipótese levantada foi a de que o Papa "Sorriso de Deus" teria sido vítima de embolia pulmonar. De qualquer maneira, sua morte provocou enorme consternação entre os católicos; mesmo sob chuva torrencial, a Praça de São Pedro esteve totalmente lotada quando de seus serviços funerais. Em sua homenagem, Karol Wojtyła, seu sucessor, adotaria seu nome papal ao ser eleito, em 16 de outubro de 1978, tornando-se o Papa João Paulo II.


brasão

Brasão Papa



Pontificado Lugar de nascimento Tempo Papa Morte
1978 a 1978 Forno di Canale, Itália 33 dias 1978 (65 anos)